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Campinas Metrópole, setembro/outubro de 2000

RESÍDUOS SÓLIDOS NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS

A Câmara Técnica de Resíduos Sólidos (CTRS) do Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA/Campinas) desenvolve um trabalho para identificar mecanismos de gestão dos diversos tipos de resíduos urbanos da cidade. Com base nos procedimentos usados pela municipalidade, a CTRS do COMDEMA/Campinas indica caminhos para aprimorar o processo, inclusive apresenta a proposta de alteração do modelo de gestão dos resíduos sólidos domésticos. Os resíduos gerados em hospital, centro de saúde, clínica médica, veterinária, laboratório e farmácia podem apresentar bactérias patogênicas, que disseminam doenças e tem que receber um tratamento específico. Atualmente, a MB Engenharia e Meio Ambiente opera equipamento de microondas que desinfeta e tritura estes resíduos, sendo posteriormente depositados no aterro sanitário Delta. Os locais para a deposição dos resíduos da construção civil devem ser fiscalizados pela Prefeitura. A instalação das usinas de tratamento e uma legislação que discipline a gestão de entulhos podem constituir instrumentos fundamentais para reduzir impactos causados. A iniciativa privada deve assumir a coleta, transporte, tratamento e disposição do resíduo. A resolução CONAMA prevê que as empresas fabricantes de pilhas e baterias recolham o material usado. A legislação deveria estimular a coleta dos resíduos especiais e perigosos na compra de novos produtos, inclusive os pneus. As podas de vegetação, o material orgânico da varrição e a parcela orgânica dos resíduos domésticos são matéria prima para a compostagem. A coleta seletiva viabilizaria as cooperativas de separação dos resíduos domésticos e as indústrias de reciclagem se fortaleceriam. A coleta seletiva não tem significado se não há uma política que favoreça a reciclagem e a implantação de usinas de composto orgânico. A CTRS realizou uma série de reuniões, produziu relatórios e apresentou propostas para um novo modelo de gestão dos resíduos domésticos em Campinas. O edital de licitação, que está em andamento, definirá a empresa contratada que realizará serviços de limpeza na cidade, nos próximos 4 anos. O coordenador da CTRS, conselheiro Hélio Shimizu, chama a atenção para o fato de que “os serviços envolvem milhões de reais, o edital não contempla os aspectos essenciais da proposta do COMDEMA/Campinas e a conclusão do processo em final de mandato desta administração na Prefeitura é inconveniente ao interesse público. A CTRS deverá propor o adiamento da conclusão do processo para o ano 2001, quando o novo governo poderá adequar os termos do edital ao modelo defendido pela Câmara Técnica”.

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