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Correio Popular, Política, página 4 - Campinas, 15 de março de 2001

COMDEMA DISCUTE FUTURO DA COLETA DE LIXO EM CAMPINAS

A Câmara Técnica de Resíduos, do Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA), realiza depois de amanhã um seminário sobre gestão de resíduos sólidos domiciliares em Campinas. O encontro será realizado no plenário da Câmara Municipal, das 9:00 às 17:00 horas, com objetivo de esclarecer sobre o atual processo de tratamento do lixo na cidade e a apresentação de um modelo sustentável, em que sejam asseguradas: coleta seletiva, reciclagem, compostagem e a redução na produção de resíduos. O COMDEMA também realiza o seminário, em conseqüência de discussões sobre o tema que tem preocupado dirigentes políticos da cidade. Além de falar sobre uma nova cultura de tratamento do lixo na cidade, o Conselho não deixará de abordar os entraves jurídicos, técnicos e administrativos, que fazem do sistema de limpeza um problema para a cidade. Para falar sobre o assunto no sábado, representantes da Câmara Técnica do COMDEMA convidaram o prefeito Antônio da Costa Santos (PT), autor de uma ação popular contra o então prefeito Francisco Amaral (PPB), pelo fato de ter assinado em final de mandato um contrato com o Consórcio ECOCAMP, no valor de R$ 133,6 milhões e vigência até 2004, para a prestação dos serviços de limpeza pública. Foram convidados, também, representantes do Departamento de Limpeza Urbana (DLU) e da Comissão Especial de Inquérito (CEI), instalada na Câmara Municipal de Campinas, para apurar possível irregularidade na contratação do Consórcio ECOCAMP, no processo de licitação que culminou na assinatura do contrato, em vigor desde dezembro de 2000. De acordo com o coordenador da Câmara Técnica de Resíduos Sólidos do COMDEMA, Hélio Shimizu, a intenção é ampliar a discussão sobre o assunto. “Tem-se falado muito no preço do contrato. Queremos mostrar que o mais importante é pensar num novo modelo de gestão dos resíduos sólidos, consciente e como investimento para o futuro”, comentou. Outro membro da Câmara Técnica, Fernando Figueiredo, afirma que “a Prefeitura precisa pensar que o lixo de Campinas é composto em 50 % de matéria orgânica, que pode ser transformado em adubo e propiciar ampliação da vida útil do aterro sanitário”, ponderou.

Tatiana Fávaro

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