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Correio Popular, Cidades, página 6 - Campinas, 15 de maio de 2001

CORTE EM CONTRATO COMPROMETE ATERRO DELTA 1, APONTA CONSELHO
PARA ÓRGÃO AMBIENTAL, REDUÇÃO DE GASTOS COM A ECOCAMP É TEMEROSA

A Câmara Técnica de Resíduos Sólidos do Conselho Municipal de Meio Ambiente tem restrições à proposta da Administração Antônio da Costa Santos (PT), em reduzir de 31 % os custos e serviços do contrato com o Consórcio ECOCAMP, responsável pela limpeza pública em Campinas. O parecer dos técnicos do Conselho será apresentado amanhã na reunião entre integrantes do ECOCAMP, os Secretários Municipais de Obras, Finanças, Administração, Governo, Assuntos Jurídicos e representantes do Conselho. O Coordenador da Câmara Técnica, Hélio Shimizu, disse ontem que o corte linear nos serviços preocupa, principalmente no que diz respeito à manutenção do Aterro Sanitário Delta A, recuperação do Santa Bárbara e Pirelli. A informação de Shimizu afirma que a Prefeitura entregou uma planilha para a redução de custos. “De R$ 2,7 milhões previstos em contrato com o ECOCAMP para recuperação do Santa Bárbara e Pirelli, a proposta da Administração diminui o valor para R$ 686,2 mil. Na manutenção do Delta A, a proposta feita na semana passada era reduzir de R$ 1,6 milhão previsto no contrato para R$ 300 mil. O Conselho entende que se o Consórcio ECOCAMP aceitar a proposta não conseguirá realizar os serviços”, completou o coordenador. A Câmara Técnica do Conselho sugere a educação ambiental para facilitar uma máxima segregação na fonte, coleta seletiva, reciclagem, compostagem e valorização do resíduo. “Aterramos de R$ 15 a R$ 20 milhões ao ano, que poderia ser fonte de trabalho e renda. Sabemos que não dá para fazer isso do dia para a noite, mas se planejarmos pode-se ter uma usina de compostagem, quem sabe daqui a um ou dois anos”, declarou Shimizu. Uma das propostas para reduzir os gastos e, ao mesmo tempo, implantar um sistema de coleta seletiva eficaz, seria alternar os dias de coleta dos resíduos orgânicos com o lixo seco e limpo. “O mesmo veículo poderia num dia, recolher lixo úmido e no outro o material para reciclagem. As pessoas aprenderiam a separar resíduos e a Prefeitura não pagaria duas vezes pela coleta”, aponta Shimizu.

Tatiana Fávaro

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