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Correio Popular, Cidades, página 7 - Campinas, 6 de julho de 2001

SOLUÇÃO PARA O LIXO ‘EMPACA’ DE NOVO

Depois de seis meses de impasse e seis horas de conversa em reunião realizada ontem e esperada como “decisiva”, para uma reformulação ou manutenção do contrato de limpeza pública em Campinas, representantes da Prefeitura e do Consórcio ECOCAMP – que é o responsável pelo serviço na cidade – não registraram nenhum avanço prático. O Secretário de Governo, Durval de Carvalho, admitiu que “não chegamos a um acordo quando falamos em valores”. A Prefeitura apresentou uma proposta que reduz em R$ 43 milhões o valor do contrato de $ 133,6 milhões, no período de quatro anos. O Executivo chegou a propor redução do prazo para dois anos na prestação dos serviços, mas recuou e manteve o tempo do contrato em 48 meses. “Essa abertura para recuar no período de vigência do contrato existirá, desde que a gente componha modelo e preço justo. Se não pudermos ter modelo e preço justo é melhor encurtar o tempo de serviço”, declarou. Carvalho afirmou que, apesar de propor a redução de valores e, portanto, de quantidade, a manutenção da cidade seria garantida com a elaboração de um novo modelo de gestão do lixo. “Neste ponto estamos chegando a um consenso. O Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA/Campinas) está acompanhando as negociações e defende um modelo detalhado de tratamento do lixo reciclado, criação das cooperativas e de políticas ambiental e social”, disse Carvalho. O ECOCAMP concorda. A assessoria informou que representantes do Consórcio acham um avanço as discussões de um projeto voltado para a preservação do meio ambiente. Na próxima terça haverá outra reunião. A lentidão das negociações é natural, segundo o Secretário, em função da complexidade do contrato.

Tatiana Fávaro

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