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Jornal da Unicamp, Ano XVII, no 211, página 08, 05 a 11 de maio de 2003

Empresa aposta em fertilizante orgânico

Projeto elaborado pela EcoSigma - Soluções Integradas em Gestão de Meio Ambiente Ltda. pretende transformar parte do lixo domiciliar de Campinas em fertilizante orgânico para utilização na agricultura. Segundo Hélio Shimizu, engenheiro agrícola formado pela Unicamp e um dos sócios da empresa, a meta é aproveitar, num primeiro momento, cerca de 30 toneladas de resíduos/dia, o que corresponde a três vezes o volume total reciclado atualmente pela Prefeitura. "Posteriormente, essa quantidade poderá ser ampliada. Das 800 toneladas de lixo, produzidas diariamente pelos campineiros, a metade é de origem orgânica e tem potencial para ser transformada em composto para enriquecer o solo", afirma. De acordo com Shimizu, negociações com a Administração Municipal para implantação do projeto piloto estão em andamento.

A EcoSigma, que está abrigada na incubadora de empresas da Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), aguarda para os próximos dias resposta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) a um pedido de financiamento. Pela proposta da empresa, a Prefeitura cederia 1 hectare da área do Aterro Sanitário Delta 1, localizado na periferia da cidade, para os trabalhos de compostagem. Ainda segundo proposta da EcoSigma, a Administração Municipal doaria as 30 toneladas de lixo previstas no acordo, enquanto Consórcio Ecocamp, que promove coleta domiciliar e opera o Aterro Delta 1A, forneceria máquinas e mão-de-obra.

Como contrapartida, a EcoSigma doaria mensalmente à Prefeitura 10 % do composto obtido. "As 30 toneladas de resíduos geram algo como 500 toneladas de composto. Ou seja, a Prefeitura receberia 50 toneladas de fertilizantes por mês para usar em hortas comunitárias, praças públicas", explica Shimizu. Segundo o ex-aluno da Unicamp, todos tendem a ganhar com este projeto. Um primeiro beneficiado seria o meio ambiente, pois uma parcela do lixo deixaria de ser enterrada. Isso aumentaria a vida útil do aterro e reduziria o volume de chorume, líquido nocivo ao solo e ao lençol freático gerado pela decomposição biológica de resíduos.

A vantagem da Prefeitura, afirma Shimizu, seria obter, sem qualquer custo, fertilizante de boa qualidade a partir de material que seria desprezado. "A EcoSigma também ganharia, pois o excedente do composto orgânico seria vendido", diz o engenheiro agrícola. Cada tonelada desse adubo custa em torno de R$ 70,00 no mercado, segundo avaliação de Shimizu. Se for transformado em húmus, pela ação da minhoca, esse valor pode ser multiplicado por dez. "Assim que este projeto piloto estiver consolidado, nossa expectativa é levar a experiência para outras cidades que compõem a Região Metropolitana de Campinas", adianta o sócio da empresa.

Manuel Alves Filho

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