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Diário do Comércio e Indústria

Plásticos Biodegradáveis
Novos Pedidos Estimulam mercados de Biodegradaveis

Novos pedidos estimulam o mercado de biodegradáveis

 

Gabriel Attuy - DCI - Diário do Comércio e Indústria - 21de outubro de 2003

 

A rede de lojas de perfumaria e cosméticos O Boticário e um gigante do setor de supermercados preparam-se para adotar até o final deste ano em seus estabelecimentos embalagens e sacolas fabricadas com plástico biodegradável. O material representa hoje 1% de todo o plástico produzido no mundo; no Brasil sua representação ainda é inexpressiva. No entanto, um grupo de empresas nacionais aposta que esse novo mercado promete dar início a um boom a partir do próximo ano.

A Antilhas Soluções Integradas para Embalagens , por exemplo, fabricará 132 toneladas de embalagens biodegradáveis que serão comercializadas nas 2.300 lojas da rede Boticário no próximo Natal.

Maior transformadora de sacolas plásticas do Brasil, a Sol Embalagens deve implementar até o final deste ano uma linha de sacolas biodegradáveis em uma grande rede nacional de supermercados. A empresa produz atualmente 500 milhões de sacolas plásticas por mês e abastece gigantes como Pão de Açúcar , Carrefour e Wall-Mart .

De acordo com Rogério Mani, diretor-comercial da Sol Embalagens, a empresa prevê que até o final do ano que vem as sacolas biodegradáveis representem 30% de sua produção. "Nosso objetivo é produzir 150 milhões de sacolas biodegradáveis por mês no final de 2004 e esperamos que esse número dobre a cada ano", diz Mani.

As empresas Antilhas e Sol Embalagens são clientes da rEs Brasil , que, desde a sua criação, em 1997, investiu 200 mil euros em pesquisa e divulgação do plástico biodegradável, produto que traz as mesmas características do plástico convencional, mas proporciona a degradação muito mais rápida depois que o material é descartado. A rEs licencia, distribui o material e controla a qualidade do plástico biodegradável produzido pelas empresas que utilizam sua matéria-prima. Atualmente existem cinco empresas licenciadas e outras duas em fase de testes para a implementação. Segundo Eduardo Van Roost, diretor-superintendente da rEs Brasil, o mercado nacional ainda é pequeno, mas as empresas que já são certificadas para produzir plástico biodegradável estão otimistas. .

A Nobelplast , fabricante de sacolas, embalagens promocionais e industriais e envelopes de segurança, espera que até 2006 seu faturamento — R$ 25 milhões em 2003 — seja incrementado em até 40% exclusivamente por conta da fabricação de produtos de plástico biodegradável. A empresa estima que em três anos os artigos biodegradáveis representem 30% de sua produção. A Nobelplast produz esse tipo de plástico desde 1999 no Brasil, e já desenvolveu uma mala direta utilizando 10 mil envelopes biodegradáveis para o Instituto Ayrton Senna e, segundo o diretor-executivo Beni Adler, a empresa já está concluindo negociações de uma dezena de novos empreendimentos. "Acredito que a conscientização ambiental é o que vai alavancar esse mercado", diz Adler.

De acordo com Eduardo Van Roost, a linha de embalagens do Boticário e a iniciativa da Sol Embalagens irão dar visibilidade aos produtos de plástico biodegradável no mercado nacional e a tendência é de crescimento exponencial. "Apesar de embalagens biodegradáveis serem até 30% mais caras, existe uma tendência mundial para a redução de resíduos", explica Van Roost. Alguns países, como a Alemanha, cobram impostos severos sobre resíduos gerados por embalagens e muitas empresas estão se conscientizando de que o uso de embalagens biodegradáveis melhora sua imagem com o consumidor.

A tecnologia utilizada para a produção em escala industrial do plástico biodegradável é a aditivação com polímeros de acetato, introduzidos no plástico durante o processo de fabricação. Os aditivos representam 3% do produto final e fragilizam as ligações entre as moléculas do material, causando uma decomposição muito mais rápida do que a convencional. Segundo dados da rEs Brasil, uma sacola plástica convencional demora 100 anos para se decompor enquanto a biodegradável desaparece em cerca de 18 meses.

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